A inteligência artificial não nasceu com o ChatGPT. O encontro reconstrói a genealogia técnica do campo, da IA simbólica ao aprendizado profundo, para situar a ruptura que os Transformers representam.
O campo e o termo nasceram na Conferência de Dartmouth, em 1956. A primeira tradição, chamada GOFAI [Good Old-Fashioned AI], operava por símbolos, regras lógicas e busca. Os sistemas especialistas codificavam o conhecimento em regras do tipo “se… então…”. No pano de fundo filosófico estava o teste proposto por Turing em 1950, que substituiu a pergunta sobre o pensar da máquina por um jogo de imitação.
Promessas não cumpridas e cortes de financiamento produziram os “invernos” da IA, expondo os limites da abordagem simbólica. O retorno conexionista trouxe as redes neurais, capazes de aprender padrões a partir de dados, e não de regras explícitas. O deslocamento do programar regras para o treinar com dados define o aprendizado de máquina. O aprendizado profundo, com redes de muitas camadas, tornou possíveis avanços em visão, fala e linguagem.
| Abordagem | Como opera |
|---|---|
| IA simbólica | símbolos, regras lógicas e busca; conhecimento escrito à mão em regras. |
| Aprendizado de máquina | o sistema ajusta parâmetros a partir de exemplos, no lugar de regras explícitas. |
| Aprendizado profundo | redes neurais de muitas camadas; base dos modelos atuais de linguagem. |
| Ano | Marco |
|---|---|
| 1950 | Turing e o jogo da imitação. |
| 1956 | Conferência de Dartmouth: nasce a IA. |
| 1980s | Inverno da IA: promessas frustradas e cortes. |
| 2012 | Aprendizado profundo em escala [ImageNet]. |
| 2017 | Transformer: “Attention Is All You Need”. |
| 2022 | ChatGPT populariza a IA generativa. |
A linha do tempo prepara o encontro seguinte, dedicado à arquitetura Transformer e à IA generativa, ponto de virada que reorganiza o campo e alcança a prática jurídica.